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Instituto BioSistêmico fomenta desenvolvimento da piscicultura com programa CheckFish

O CheckFish contribui para o monitoramento da produção, redução de custos e aumento da rentabilidade.

Promover a qualificação de piscicultores, por meio de orientações sobre boas práticas, visando a inovação e a implementação de melhorias. É esse um dos principais objetivos do CheckFish, programa desenvolvido pelo Instituto BioSistêmico (IBS), que está sendo aplicado de forma pioneira por 80 piscicultores do projeto Bahia Produtiva, e já apresenta resultados positivos.

Entre as melhorias que são implementadas pelo CheckFish destacam-se o desenvolvimento da produção a partir de ajustes na cadeia produtiva, rigor no manejo alimentar, monitoramento das condições da água, além do acompanhamento da qualidade em todas as etapas da produção.

O diretor de Ater do IBS, Claudio Pinheiro, comenta que os piscicultores que adotam o protocolo do CheckFish passam a contar com uma análise que identifica os pontos críticos da produção, buscando soluções sustentáveis e que garantam ganhos qualitativos e quantitativos. “A partir do CheckFish é possível realizar um planejamento diário, que leva em conta a aplicação de recursos que possibilitem um melhor retorno econômico”, destaca.

Suporte técnico

Os piscicultores assistidos pelo programa passam a contar com atendimento técnico, presencial e remoto, como um importante apoio para a tomada de decisão, além de capacitar os produtores para fazer o monitoramento dos parâmetros de qualidade que são estabelecidos pelo protocolo do CheckFish.

O consultor Renato Torigoi, que está em campo acompanhando os piscicultores, relata que muitos deles tiveram acesso a informações técnicas adequadas pela primeira vez. Através do CheckFish, passaram a ter mais compreensão sobre o processo produtivo, corrigindo erros de manejo que causavam impactos negativos e diminuíam a produtividade.

Os piscicultores que adotam o protocolo do CheckFish passam a contar com uma análise que identifica os pontos críticos da produção.

“O CheckFish possibilitou o acesso a informações sobre procedimentos que tornam a atividade mais sustentável e isso provoca impactos em toda a cadeia. Muitos praticavam a atividade de forma errada por puro desconhecimento. Com alguns cuidados simples, é possível melhorar a produtividade de forma consistente, tornando a atividade mais lucrativa, segura e ambientalmente amigável”, salienta Renato.

Resultados alcançados

Atualmente, os piscicultores estão recebendo a quarta visita técnica de acompanhamento e desde que o CheckFish passou a ser aplicado no Bahia Produtiva, foi possível identificar as potencialidades da proposta com os resultados que estão sendo alcançados.

“Já houve casos de redução da mortalidade dos peixes, da melhoria na qualidade da água, bem como da realização de ajustes no processo produtivo, conseguidos através da tomada de decisão orientada pela equipe técnica do IBS que está acompanhando os produtores”, descreve Claudio.

Felipe Matias, coordenador técnico do CheckFish, identifica que um dos principais desafios da piscicultura brasileira é o aumento dos custos. Por isso, muitos produtores, em especial os pequenos, estão tendo prejuízos e saindo da atividade. “Dessa forma, é fundamental minimizar os custos. Para isso, é necessário monitoramento e acompanhamento diário da produção, do manejo, da qualidade de água. O CheckFish proporciona isso, fazer com que o pequeno produtor, especialmente, consiga monitorar a produção, reduzir custos e ter maior rentabilidade”, enfatiza.

Há registros de redução da mortalidade dos peixes, melhorias no processo produtivo e na qualidade da água.

O diretor de Ater do IBS destaca que os benefícios serão ainda mais evidentes nas próximas fases, quando for possível analisar o resultado de toda a cadeia produtiva depois da implementação do CheckFish. “Os resultados positivos já estão sendo compartilhados com potenciais parceiros em regiões produtivas estratégicas para ampliação do uso e geração de maior valor agregado ao pescado”, antecipa Cláudio.

Hub de Inovação

O CheckFish é um dos projetos desenvolvidos a partir do Projecttrace, hub de inovação tecnológica do IBS, que já desenvolveu programas pioneiros como o CheckMilk, sempre com foco na busca de soluções inteligentes, inovadoras e sustentáveis para o setor agropecuário.

Ligado ao PecTrace, que desenvolve os projetos da área animal do IBS, o CheckFish apresenta uma grande potencialidade para ser implementado nas diversas regiões do país. “O CheckFish é plenamente aplicável à realidade de produtores de diversas localidades, pois estabelece um protocolo que pode ser adotado tanto para o cultivo de tilápia, de tambaqui, de camarão, sendo adaptável à necessidade de cada propriedade”, explica Felipe.

A expectativa, agora que o trabalho foi iniciado na Bahia, é ampliar, em breve, para outros estados com perspectiva de aplicação do CheckFish em Minas Gerais, Espírito Santo, dentre outros. E as potencialidades do CheckFish são tão viáveis que o coordenador técnico comenta que é possível de ser aplicado até mesmo em outros países, com possibilidades futuras de o programa ser implementado em países da América do Sul e da África.

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