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IBS dissemina práticas sustentáveis no primeiro ano do Programa Bahia Produtiva

Programa Bahia ProdutivaO primeiro ano de execução do Programa Bahia Produtiva pelo Instituto BioSistêmico (IBS) teve como marco a realização dos diagnósticos e dos planejamentos participativos nos empreendimentos atendidos. O programa é de responsabilidade da CAR – Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional do Governo do Estado da Bahia e conta com a parceria do Banco Mundial. Neste programa, o IBS foi selecionado em um processo de concorrência pública para prestar serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural para associações e cooperativas de agricultores e pescadores familiares de diversos municípios do oeste baiano.

Para execução do programa, o IBS conta com uma equipe multidisciplinar formada por Engenheira Agrônoma, Técnico em Agropecuária, Economista, além de outros profissionais de apoio. Nos diagnósticos realizados pelo IBS, ficou evidenciado que, devido às condições climáticas dos últimos cinco anos, houve uma redução significativa dos produtos oriundos da agricultura familiar. Com isso, diminuiu a disponibilidade de matéria-prima e insumos agrícolas, principalmente para os empreendimentos contemplados com a agroindústria e produção de galinha caipira, respectivamente.Programa Bahia Produtiva

“Além disso, o uso do solo e dos recursos hídricos sem a adoção de medidas de conservação por diversas gerações é algo que reflete na redução da produção e produtividade. Vale destacar ainda que o uso descomedido de agrotóxicos, principalmente de herbicidas e inseticidas têm contribuído também para esses resultados”, relatou a engenheira agrônoma Suzane Nascimento que atua no programa.

De acordo com Suzane, as atividades realizadas ao longo do primeiro ano do programa foram voltadas principalmente às questões estruturais. “Orientamos sobre o uso de agrotóxicos e as consequências para o meio ambiente, a importância do manejo e conservação do solo e recursos hídricos, a produção de matéria-prima local para as agroindústrias e produção de alimentação alternativa para as aves como forma de redução do custo da produção e a garantia da sustentabilidade dos subprojetos. Ainda durante esse primeiro ano discutimos com alguns empreendimentos sobre as principais práticas norteadoras para a transição agroecológica”, destacou.

Melhorias

img_20171011_160817720_hdrPela própria característica do Programa Bahia Produtiva, a equipe de ATER atua em duas frentes: uma é a ação mais sistêmica, em que a equipe se preocupa com os aspectos ambientais, sociais e produtivos das famílias beneficiárias. “É a ideia que move o IBS, de atuar de forma sistêmica, promovendo a sustentabilidade. Penso que conseguimos fixar bases importantes em todas as comunidades que atendemos. Temas como a diversificação produtiva, agroecologia, planejamento, mercado, dentre outros foram abordados em visitas técnicas e atividades de capacitação diversas”, afirmou Sidnei Nierdeli.

Sidnei citou o caso de uma agricultora de São Félix do Coribe, que no final de 2017 participou de uma oficina de compostagem, promovida pelo IBS. Atualmente, além de usar o composto para adubar os canteiros da horta que mantém, a agricultora, que também é feirante, vende o composto em pacotes de um 1 quilo, na feira da cidade.

A outra frente é da execução do projeto de investimento, que beneficiará cada associação ou cooperativa atendidas. “Neste caso, destaco dois aspectos. Um é o trabalho de planejamento feito em cada organização, usando de metodologias participativas. Isso mostrou um caminho a seguir, organizou tarefas a serem executadas. Outro é a capacitação do Agente Comunitário Rural – ACR, jovem da comunidade que é contratado pela associação e pago pelo projeto inicialmente. Nossa função é cuidar da capacitação destes jovens e posso afirmar que o crescimento, a ampliação das capacidades nos jovens e consequentemente nas associações é visível”, complementou Sidnei.

 Sobre o programa

O objetivo do Programa Bahia Produtiva é aumentar a integração ao mercado, promover a segurança alimentar e melhorar o acesso ao serviço de abastecimento de água e saneamento de domicílios. É desenvolvido nos 27 territórios do Estado da Bahia. O IBS executa o lote 3, no Território da Bacia do Rio Corrente, região Oeste do Estado, com escritório na cidade de Santa Maria da Vitória.

Os 12 empreendimentos inicialmente previstos para atendimento no primeiro ano, estão localizados nos seguintes municípios: Cocos, Correntina, Santa Maria da Vitória, Santana, Tabocas do Brejo Velho, Carinhanha e Malhada. Neste projeto, são atendidos agricultores familiares, empreendedores da economia solidária, famílias reassentadas, povos indígenas, quilombolas e comunidades de fundos de pasto.

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